Desvendando mistérios - parte 5


MARCEL
No dia seguinte, enquanto esperava o elevador, olhei para o lado e vi a entrada da Lunch’s, hesitei por alguns minutos, mas como o elevador estava demorando, segui em direção da lanchonete. Dirigi-me ao balcão e fui recepcionado por uma mulher esguia, num conjunto de saia e terno azul escuro e camisa branca, num salto alto que a tornava praticamente da minha altura, não a reconheci, mas era ela muito atraente, e pela abordagem momentaneamente fiquei pensando se já a conhecia, já tinha vindo a esta lanchonete algumas vezes, na maioria das vezes para acompanhar a Laura que pegava algo para beber antes de sair prédio afora, “Bom dia Sr. Marshall, a que devemos a honra?”
Fui direto ao ponto, “Bom dia, eu gostaria de trocar algumas palavras com uma moça que trabalha aqui, o nome dela é Luana, seria possível?”, a bela mulher me observou com certa surpresa no olhar, “Aconteceu alguma coisa, algum problema?”.
“Somente preciso conversar com ela um pouco”, repeti enquanto a mulher me olhou com certa desconfiança ou talvez dúvida, ao mesmo tempo que dava um passo para trás, “Vou chamá-la, só um momento, por favor.”, agradeci com a cabeça, quando ela retornou no mesmo passo, “enquanto isso o Senhor deseja alguma coisa, um café, um suco?!”, eu somente sinalizei um não com a cabeça dando a entender que não tinha muito tempo disponível.
A mulher foi chamar pela Luana, que chegou com uma cara de espanto e preocupação, ao mesmo tempo em que a vi congelar por alguns instantes antes de me cumprimentar envergonhadamente com um sorriso de lábios e com as bochechas coradas dizendo “oi... ahm... Bom dia!”.
Sorri e cumprimentei de volta e de certa forma indo direto ao assunto, “Bom dia, eu passei só para saber se você tem uma resposta sobre ontem?”.
Ela olhou brevemente em volta, e dava para notar que ela procurava pelas palavras enquanto seus lábios se moviam e nenhum som saia de sua boca, até que consegui ouvir a palavra ‘ontem’, interprete aquilo como uma pergunta e talvez ela não se lembrasse do que eu havia dito,  “Ontem aparentemente você estava atrasada, e eu deixei o pedido, ou melhor, o convite para o meu pedido de desculpas formal de pé, caso você não...”, ela me interrompeu “eu me lembro, só não achei que... fosse...”, esperei dando a chance de ela terminar a frase.  Eu tinha conhecimento que muitas mulheres ficam sem palavras contra as minhas investidas, mas tão depressa que todas perdiam a fala, a recuperava com cantadas e investidas.
“Não achava que fosse o quê?”
Eu definitivamente estava curioso e queria descobrir mais sobre ela, ao mesmo tempo em que esperava ela terminar de formular a frase, comecei analisa-la. Ela aparentava ser nova, no máximo uns 18 anos ou talvez até um pouco menos, ela tinha uma altura mediana, talvez uns 1,60 cm, cabelos loiros escuros que formavam cachos nas pontas que tinha um tom mais claros que as raízes, provavelmente pintados, rosto fino e delicado, com traços angelicais, nariz fino, empinado e perfeito, me perguntei como uma cirurgia plástica poderia fazer um trabalho tão bem feito assim, os lábios dela eram fino e rosados que combinavam perfeitamente com o tom claro de sua pele aparentemente aveludada, seus olhos tinham a mistura de um tom de mel esverdeados bem interessante, o corpo apesar de usar um uniforme padrão de camisa de manga comprida branca e calça folgada, parecia ser bem definido, e por um segundo reparei que o uniforme padrão de garçonetes não era uma coisa tão atrativa como nos filmes de Hollywood ou sátiras de rede social. Ela tinha um semblante calmo, tímido, e diversas vezes corados, o que dava um charme especial.
Ela levou algum tempo para formular as palavras, o que de deixava intrigado, eu não conseguia saber qual era a razão dela não conversar normalmente, talvez ela não apreciasse a minha presença, talvez somente estivesse sem palavras, poderia estar se sentindo envergonhada ou talvez, ela tinha algum problema de comunicação, diversas eram a conclusões que eu poderia pensar, até ela se pronunciar, “Não precisa... Está tudo bem, eu sequer lembro-me do ocorrido...”.
“Bom então temos que resolver esse impasse, pois eu me recordo do ocorrido, não tive tempo para, digamos assim, lhe socorrer, e esse não é o modo com o qual costumo tratar de meus assuntos. Aquele dia os acontecimentos estavam meio perturbados e talvez... um efeito colateral que poderia ter sido evitado...”

To be continue...



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