Descobrindo curiosidades - parte 3
MARCEL
Peguei meu caminho para o elevador, curioso e concentrado em meus pensamentos. Sei que causo alguma influência conquistadora nas mulheres e geralmente quando dou chances elas praticamente se jogam aos meus pés, fazem de tudo para chamar ainda mais a atenção e passam a querer ser conquistadas, mas isso foi completamente diferente, normalmente esse inicio de conversa teria acabado em um motel. Ela estava na retaguarda e pelo visto já deve ter ouvido falar das minhas façanhas, já sabia até que a Laura era minha, urgh! Namorada, ex... Vai saber o que mais todo mundo vive falando pelos corredores... Ao mesmo tempo ela parecia ter medo, desde quando eu causo medo nas mulheres?
O elevador anunciou o último andar do prédio, onde ficavam as salas da presidência. De um lado a sala do seu pai o presidente e fundador da MELtda, e do outro lado à sala que a pouco menos de 2 anos era ocupada por mim assumindo a vice-presidência da empresa. Ao pegar o caminho da minha sala, Zilda me viu saindo do elevador e imediatamente se levantou para me cumprimentar “Bom dia, Marcel... seu pai já perguntou por você umas três vezes...”, eu interrompi fosse lá o que a Zilda iria continuar falando, “Zilda, lembra que uns dias atrás a Laura saiu daqui enfurecida e lá no hall ela ‘atropelou’ uma... garota...? Você também desceu até lá para me entregar o celular...”
“Sim me lembro de algo assim, por quê?”, ela me olhou intrigada ao responder e notou certa curiosidade em meus olhos, “Aquela garota, aqui no prédio... onde ela trabalha?”
Zilda ficou um pouco apreensiva porque ela tinha prestado uma grande ajuda na hora de solicitar ao RH que a contratasse Luana, o que até então eu não sabia...”Posso saber qual o motivo da pergunta? Aconteceu alguma coisa, algum problema com ela?”
“Não que eu saiba”, Zilda tentou mudar de assunto, e voltou a começar falar que meu pai estava me esperando na sala dele e que eu já estava bem atrasado, mas eu estava realmente intrigado com aquela garota, “Você ainda não respondeu minha pergunta...”
Zilda ficou indignada, mas ainda sim voltou ao assunto, “Qual foi a pergunta?”, eu sorri, meu charme conquistava até as senhorinhas de meia idade, que já me conheciam desde quando ainda era uma adolescente inconsequente, “Desde quando ela está trabalhando aqui?”
Ela franziu a testa levantando uma das sobrancelhas, “Não foi isso que você me perguntou.”, eu a olhei com sarcasmo, “Então você sabe qual foi a pergunta que eu fiz.”
“Ok, já vi que você não vai mudar de assunto certo?!” Eu assenti com a cabeça enquanto coloquei minhas mãos no bolso, esperando que ela começasse a me passar todas as informações que pudesse, “ela começou trabalhar aqui pouco depois daquele ocorrido, na ocasião ela tinha vindo em busca de trabalho, conversei com ela um pouco, pois queria ter certeza que ela não pretendia processar a empresa. Parece que a família está passando por algumas dificuldades financeiras, o pai foi há pouco tempo foi diagnosticada com câncer, ela estava bem nervosa aquele dia e procurando um trabalho desde manhã... Então eu resolvi dar uma ‘ajudinha’ para conseguir a vaga na lunch’s. Por um acaso aconteceu alguma coisa ou algum problema relacionado ao trabalho dela lá?”
“Interessante! Não que eu saiba. Por qual motivo você deu essa ajudinha... ela é... conhecida sua?”
“Nunca tinha visto antes, mas... ela tem alguma coisa muito... cativante... Não sei te explicar de outro jeito... eu me simpatizei muito com ela.”, disse Zilda de um modo bem convincente, em seguida ela fez uma cara duvidosa, antes de soltar a próxima pergunta, “E qual é o seu interesse”? , que eu praticamente ignorei, ”Talvez eu tenha me simpatizado também.” Dei as costas e rumei sentido ao escritório do meu pai.
To be continue...
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